O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de solicitar a saída de um policial brasileiro do país, após a prisão do deputado cassado Alexandre Ramagem. O caso gerou tensão diplomática e levou o petista a afirmar que poderá haver resposta equivalente por parte do Brasil.
Ramagem, que já comandou a Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro, foi preso e posteriormente solto ainda na semana passada.
Na segunda-feira (20), a gestão do presidente Donald Trump anunciou que um “funcionário brasileiro” deveria deixar o território americano. Em nota, o governo alegou que não aceitará interferências externas em seus processos legais.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA”, declarou o governo norte-americano.
Questionado por jornalistas durante viagem oficial à Europa, Lula afirmou que tomou conhecimento do caso apenas recentemente e adotou tom cauteloso, mas crítico.
“Eu não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil.”
O presidente também criticou o que classificou como possível ingerência externa.
“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil.”
O episódio ocorre em meio a um cenário delicado nas relações entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo questões jurídicas e políticas. A eventual confirmação de abuso ou irregularidade pode levar a medidas diplomáticas recíprocas entre os países.
Até o momento, detalhes sobre a identidade do policial brasileiro e os motivos específicos da decisão americana não foram oficialmente divulgados.
Da Redação do 40 Graus.