Polícia Chacina do DF
Maior chacina do Distrito Federal termina com cinco condenados após seis dias de julgamento
O tribunal do Júri de Planaltina sentencia os réus por assassinato de dez pessoas da mesma família - as penas ultrapassam 300 anos de prisão.
19/04/2026 16h30
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte

O Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, encerrou no sábado (18), o julgamento de cinco réus acusados de participação na maior chacina da história do DF. Após seis dias de julgamento e oitiva de 18 testemunhas, os acusados foram condenados por uma série de crimes, incluindo homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.

Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e resultaram na morte de dez pessoas da mesma família, em um caso classificado pelo Ministério Público como “familicídio”. Segundo as investigações, a motivação do crime foi a tentativa dos réus de se apropriarem de uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões, além de valores em dinheiro pertencentes às vítimas.

Entre os mortos estão Marcos Antônio Lopes de Oliveira; sua esposa, Renata Juliene Belchior; os filhos do casal, Gabriela Belchior de Oliveira e Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os três filhos do casal — Rafael e Rafaela, ambos de seis anos, e Gabriel, de sete —; além da ex-companheira de Marcos, Cláudia da Rocha Marques, e da filha deles, Ana Beatriz Marques de Oliveira.

Durante a leitura da sentença, o juiz Taciano Vogado destacou a gravidade do caso. Segundo ele, em 33 anos de atuação no Tribunal do Júri, nunca havia se deparado com um crime de tamanha dimensão e impacto social.

Entre os condenados, Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena: 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. Ele foi responsabilizado por diversos crimes, como extorsão qualificada com restrição da liberdade da vítima, extorsão mediante sequestro com resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.

Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção, pelos mesmos crimes atribuídos a Gideon.

Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu pena de 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. Ele também foi condenado por fraude processual, além dos demais crimes imputados aos outros réus.

O caso chocou o país pela brutalidade e pela quantidade de vítimas de uma mesma família, sendo considerado um dos episódios mais violentos já registrados no Distrito Federal.

Da Redação...