Política Ângelo Coronel
Senador Ângelo Coronel critica a redução da jornada de trabalho e aponta risco de desemprego
O parlamentar defende negociação direta entre patrões e empregados e cita modelo dos EUA como referência.
18/04/2026 21h24
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews

O senador Ângelo Coronel (Republicanos), manifestou-se contrário à proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, avaliando que a medida pode provocar aumento do desemprego. A declaração foi feita em entrevista ao site Repórter Hoje.

Segundo o parlamentar, a diminuição da carga horária pode impactar setores que funcionam em horários estendidos, como shoppings, cinemas e restaurantes. Para ele, a mudança levanta dúvidas sobre a organização dessas atividades.

Coronel defendeu que a definição da jornada de trabalho deve ocorrer por meio de acordo entre empregador e empregado, sem interferência do governo. “Não é o governo que tem que impor ao empregador, nem ao empregado qual é o horário de trabalho, porque todo mundo é livre”, afirmou.

O senador também citou o modelo adotado nos Estados Unidos como exemplo, destacando o sistema de remuneração por hora trabalhada. “Trabalhou, ganhou; não trabalhou, não ganhou, e pode trabalhar fim de semana e feriado”, disse.

A discussão ocorre após o envio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de um projeto de lei ao Congresso Nacional que propõe o fim da escala 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso — e a redução da jornada laboral.

A proposta tramita em regime de urgência constitucional, o que obriga a Câmara dos Deputados a analisá-la em até 45 dias, prazo que também será aplicado ao Senado. Caso não seja votado dentro desse período, o projeto passa a trancar a pauta legislativa.

Além da iniciativa do governo, outros dois projetos sobre o tema já estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Da redação do 40 Graus.