Em apenas 20 dias à frente do governo do Rio de Janeiro, o governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, iniciou uma ampla reformulação administrativa que já resultou na exoneração de 459 servidores comissionados das secretarias da Casa Civil e de Governo.
As demissões, publicadas no Diário Oficial entre os dias 16 e 17, fazem parte de um plano mais abrangente que prevê o corte de até 40% dos cerca de 4 mil cargos existentes nas duas pastas — o equivalente a aproximadamente 1,6 mil funções. Parte das exonerações atinge servidores que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. A economia estimada é de R$ 10 milhões mensais.
A reestruturação também inclui mudanças na organização interna. Três subsecretarias da Casa Civil foram extintas, incluindo áreas como Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias. Em contrapartida, o governo decidiu recriar a Subsecretaria-Geral, que será comandada por Sérgio Pimentel.
Na equipe, o secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, atua diretamente na condução das mudanças. Desde que assumiu, Couto também nomeou nove gestores para cargos estratégicos, incluindo áreas como Segurança Pública, Controladoria, Previdência e a estatal de saneamento.
Paralelamente, o governo determinou uma auditoria ampla em toda a estrutura do Executivo estadual. A medida abrange mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões.
Classificado como um “choque de transparência”, o pacote busca revisar gastos, identificar responsáveis e reorganizar a máquina pública — embora, na prática, as ações avancem de forma simultânea e fragmentada, misturando cortes, nomeações e mudanças estruturais em ritmo acelerado.
Da Redação...