O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após passar mal e receber atendimento médico. Considerado um dos maiores nomes do esporte brasileiro, ele deixa um legado marcado por recordes, atuações memoráveis e reconhecimento internacional.
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar construiu uma das carreiras mais impressionantes do basquete mundial ao longo de 25 temporadas como profissional. Conhecido como “Mão Santa”, tornou-se o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados em cinco edições consecutivas do torneio.
Entre suas performances mais emblemáticas está a atuação nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, quando marcou 55 pontos contra a Espanha — recorde em uma única partida olímpica até hoje. Ao longo de sua trajetória com a Seleção Brasileira, acumulou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais, entre 1977 e 1996.
Outro momento histórico da carreira foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou a vitória do Brasil por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, impondo aos norte-americanos sua primeira derrota em casa na competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.
Apesar de ter sido escolhido no Draft da NBA, o atleta recusou atuar na liga norte-americana para manter o compromisso com a seleção brasileira — decisão tomada em uma época em que jogadores da NBA não eram liberados para defender seus países.
Após encerrar a carreira, Oscar Schmidt atuou como palestrante e figura pública, compartilhando experiências de superação dentro e fora das quadras.
Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro e, desde então, enfrentava tratamentos e outros problemas de saúde que exigiram acompanhamento médico constante.
Ídolo eterno do basquete, Oscar deixa uma legião de fãs e seu nome eternizado como um dos maiores atletas da história do Brasil e do esporte mundial.
Da Redação...