O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), localizado em Ilhéus, já realizou mais de 6 mil atendimentos a indígenas e ultrapassou a marca de 500 nascimentos de bebês de povos originários. A unidade atende, principalmente, integrantes das etnias Tupinambá, Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe.
Único hospital da Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para esse tipo de atendimento, o HMIJS é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família. Inaugurado em dezembro de 2021, o hospital recebeu habilitação federal em 2024, consolidando um modelo de cuidado voltado ao acolhimento intercultural.
De acordo com a diretora-geral, Renata Lordêlo, os resultados refletem uma política pública que alia qualidade técnica e sensibilidade cultural. “O HMIJS se consolida como referência técnica e humana ao reduzir barreiras históricas de acesso e garantir um atendimento que respeita a identidade cultural dos povos indígenas”, afirmou.
A gestora também destacou que a integração entre conhecimento científico e valorização das tradições fortalece o papel estratégico da unidade. “Mais do que um reconhecimento administrativo, a habilitação representa uma reparação histórica e a afirmação do direito à diferença no SUS”, completou.
Segundo dados do IBGE, a Bahia abriga 33 povos indígenas distribuídos em 245 comunidades, somando 229.443 pessoas — o equivalente a 13,5% da população indígena do país, o terceiro maior contingente nacional.
Primeira maternidade 100% SUS da região, o hospital já ultrapassou 13 mil partos realizados, incluindo mais de 500 de indígenas. A unidade dispõe de 105 leitos e oferece serviços em obstetrícia — com partos normais e de alto risco —, pediatria clínica, além de UTIs pediátrica e neonatal.
Da Redação do 40 Graus/Fotos: Divulgação / HMIJS.