O secretário nacional de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, reagiu às declarações do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), que acusou o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), de tentar articular um suposto “golpe interno” contra o senador Jaques Wagner (PT).
Durante participação no programa Giro Baiana, da Baiana FM (89.3), com transmissão pela BNews TV, Éden descartou qualquer tipo de desentendimento entre as principais lideranças petistas da Bahia. Segundo ele, a relação entre Rui e Wagner é sólida e construída ao longo de décadas.
“Convivo com eles há 24 anos, quase que cotidianamente. Um é o filho mais velho e o outro é o filho mais novo. Quem apostar na briga entre os dois vai perder de novo, vai cair do cavalo”, afirmou.
O dirigente reconheceu que há diferenças de estilo e pensamento dentro do grupo, mas tratou essas divergências como parte natural do processo político interno. Para ele, o debate de ideias não deve ser confundido com ruptura.
“São estilos diferentes, pensamentos diferentes. Isso é comum no PT e no nosso grupo. Disputa de ideia, de opinião e estilo é diferente de briga”, explicou.
Na mesma fala, Éden também direcionou críticas indiretas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), sugerindo que adversários políticos tentam interpretar o funcionamento coletivo do PT como sinal de fragilidade.
“Pode causar estranheza em ACM Neto, porque ele se acha um príncipe e acha que essa terra é herança e que ele opina sozinho. No nosso grupo não: Jerônimo Rodrigues tem a opinião dele, assim como Rui, Wagner e Otto Alencar. A gente senta à mesa, debate e depois resolve”, completou.
A declaração de Éden ocorre em meio ao aquecimento do cenário político baiano, onde sinais de unidade ou divisão dentro dos grupos tendem a ser explorados por aliados e adversários. Ao negar qualquer racha, o PT busca reforçar a imagem de coesão interna diante das disputas que se aproximam.
Da redação...