O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, negou o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para compartilhar informações sobre investigações da Polícia Federal envolvendo fraudes financeiras no Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário.
A solicitação havia sido feita pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato. Em ofício enviado ao colegiado, Mendonça afirmou que os dados não podem ser repassados neste momento porque os casos ainda estão em fase de diligências.
“No obstante a superlativa relevância que possui a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar e investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas em território nacional, considerando que os pedidos contidos nos Requerimentos nº 211 e nº 237, de 2026, aprovados no âmbito do colegiado legislativo investigativo, buscam o compartilhamento de dados e elementos informativos colhidos nos processos judiciais em trâmite neste Supremo Tribunal Federal, sob minha relatoria, atinentes à Operação Compliance Zero, e, de modo mais específico, quanto às investigações promovidas sobre o Banco Master S.A., e o óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão”, afirmou o ministro.
Segundo Mendonça, as informações poderão ser disponibilizadas após a conclusão das investigações.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso pela Polícia Federal no início de março e morreu dois dias depois. De acordo com informações, ele foi encontrado morto dentro da carceragem da corporação em Minas Gerais. A morte foi confirmada pela defesa do acusado.
Da Redação.