Polícia Prisão
Prisão de “Camisa 11”, ligado ao PCC na RMS, mobiliza forças de segurança em operação interestadual
Suspeito apontado como chefe do tráfico em Dias d’Ávila foi capturado em Corumbá (MS) e mantinha ligação direta com Genilson “Perna”, considerado um dos criminosos mais perigosos da Bahia.
08/04/2026 10h54
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews

A prisão de um dos principais nomes ligados ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) mobilizou forças de segurança na manhã desta quarta-feira (8). Cristiano Melo dos Santos, conhecido como “Camisa 11” ou “Tataí”, foi capturado em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, durante uma operação conjunta entre policiais da Bahia e agentes sul-mato-grossenses.

Segundo informações apuradas pelo BNEWS, Cristiano é apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Dias d’Ávila, na RMS. Ele era considerado peça de linha de frente da organização criminosa e mantinha ligação direta com Genilson Lima da Silva, conhecido como “Perna”.

Contra Cristiano havia mandados de prisão em aberto, incluindo por homicídio qualificado. Ele integra o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ocupando a carta “Dez de Paus”, e também teria atuação em Salvador.

De acordo com as investigações, o suspeito comandava o tráfico de drogas na região e coordenava uma rota interestadual entre São Paulo e Bahia, utilizada para abastecer o comércio ilegal em municípios baianos.

Além do envolvimento com o tráfico, Cristiano também é investigado por porte ilegal de arma. Ele acumula passagens policiais por obtenção de vantagens financeiras com o comércio de drogas e por associação ao tráfico, o que, segundo a polícia, reforça seu papel estratégico dentro da estrutura criminosa.

Até o momento, as autoridades não informaram se Cristiano será transferido para a Bahia ou se permanecerá sob custódia no Mato Grosso do Sul.

Ligação com “Perna”

Cristiano Melo dos Santos é apontado como aliado direto de Genilson Lima da Silva, o “Perna”, considerado de alta periculosidade e também incluído no Baralho do Crime da SSP-BA.

Genilson se entregou à polícia em setembro do ano passado, durante uma abordagem no Centro Comercial do Coophavila II, em Campo Grande (MS). Foragido da Bahia e condenado a 70 anos de prisão, ele tinha mandado em aberto por envolvimento no assassinato do personal trainer Rodrigo Gama, além de passagens por tráfico de drogas e estelionato.

Segundo as investigações sobre a morte do personal trainer, o crime teria sido motivado por uma discussão após Genilson ser repreendido por filmar outras alunas dentro da academia. A polícia também apurou que ele teria demonstrado ciúmes pelo fato de sua esposa seguir Rodrigo Gama nas redes sociais.

Conhecido como “General do Crime”, “Perna” construiu histórico de atuação no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador, especialmente em cidades como Madre de Deus e São Francisco do Conde, além de envolvimento em homicídios.

Ele já foi alvo de diversas operações policiais e chegou a ser transferido para o sistema prisional federal. Entre 2005 e 2018, foi considerado um dos presos mais perigosos da Bahia. Em 2009, também foi citado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional por supostamente comandar atividades criminosas de dentro de unidades prisionais baianas.

Durante uma operação realizada na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, autoridades identificaram que Genilson possuía regalias dentro da unidade, incluindo até mesmo uma cópia da chave da própria cela.

Da Redação.