Economia Pé-de-meia
Lula sugere criar Pé-de-Meia para universitários e critica evasão no ensino superior
Presidente defende nova modalidade do programa para evitar abandono dos cursos e afirma que governo precisa entender por que estudantes deixam a universidade.
01/04/2026 18h48
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, nesta quarta-feira (1º), a criação de uma nova modalidade do programa Pé-de-Meia voltada para estudantes do ensino superior, com o objetivo de reduzir a evasão universitária.

A declaração foi feita durante um evento em Fortaleza, onde Lula demonstrou preocupação com o número de alunos que se inscrevem no Programa Universidade para Todos, mas não conseguem concluir os cursos.

Segundo o presidente, quase 3,7 milhões de pessoas se inscreveram no Prouni, mas apenas pouco mais de 1 milhão seguem estudando. Para Lula, isso mostra que muitos estudantes iniciam a trajetória acadêmica, mas acabam desistindo no meio do caminho.

“Então, nós precisamos saber por que as pessoas se inscreveram e pararam. Porque quem sabe a gente tem de criar um Pé-de-Meia para que ninguém desista da universidade até se formar”, afirmou.

Lula participou da inauguração do alojamento estudantil do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará. A cerimônia também marcou os dois anos do programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes da rede pública para evitar a evasão escolar.

Durante o discurso, o presidente também comentou os recursos destinados ao programa, que somam R$ 18,6 bilhões. Lula criticou o mercado financeiro e afirmou que setores ligados aos banqueiros prefeririam que o dinheiro estivesse aplicado em bancos, em vez de ser usado para ajudar estudantes de baixa renda.

“A Faria Lima e as avenidas dos banqueiros devem estar putos comigo. Por que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola se poderia estar aqui, no banco, rendendo, para a gente ficar mais rico?”, ironizou.

O presidente também elogiou o trabalho do então ministro da Educação, Camilo Santana, que deixará o cargo. Ele será substituído pelo secretário-executivo Leonardo Barchini.

Da Redação.