O diretor e roteirista Jon Lewis classificou o documentário Terra Batida como um “ato de resistência” durante entrevista concedida à Rádio Metropole nesta segunda-feira (30).
Ao comentar os bastidores da produção, Lewis destacou as dificuldades enfrentadas para viabilizar projetos culturais no Brasil, especialmente na busca por recursos e financiamento.
“Esse filme é um ato de resistência; trabalhar com cultura não é fácil, não é fácil arrecadar dinheiro para fazer coisas aqui”, afirmou o cineasta.
O longa estreou na última sexta-feira (28) durante o Panorama Internacional Coisa de Cinema e segue com sessões de reprise no Cine Glauber Rocha. Com 77 minutos de duração, o documentário percorre diferentes territórios da Bahia, incluindo Salvador, o Recôncavo Baiano e a Chapada Diamantina.
Durante a entrevista, Jon Lewis também explicou o ponto de partida criativo da obra. Segundo ele, a ideia surgiu a partir da reflexão sobre os elementos que unem diferentes comunidades e tradições culturais.
“Pensei: o que conecta a gente? O ritual”, disse.
A produção acompanha manifestações como o samba, a capoeira e o candomblé por meio de personagens reais, entre mestres, lideranças e praticantes. O objetivo é mostrar como essas tradições seguem presentes no cotidiano e continuam sendo fundamentais para a identidade cultural baiana.
O projeto levou mais de 12 anos para ser concluído, passando por diferentes etapas de desenvolvimento e financiamento. Nesse período, a equipe acompanhou de perto comunidades e personagens, resultando em um documentário que aproxima o público de experiências, territórios e práticas culturais que permanecem ativas.
Da Redação.