Geral “A Novela do Vice”
Vice de Jerônimo segue indefinido e pressões da base aumentam nos bastidores
Rui Costa afirma que decisão é exclusiva do governador e defende cautela para garantir estratégia eleitoral forte em 2026.
27/03/2026 18h45
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews

A indefinição sobre o nome que vai compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) segue movimentando os bastidores da política baiana e alimentando especulações dentro da base aliada. Em meio à pressão de partidos e lideranças por espaço, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reforçou nesta sexta-feira (27) que a decisão cabe exclusivamente ao governador e que o tempo de escolha deve ser respeitado.

Durante declaração, Rui destacou que a definição do vice é uma prerrogativa pessoal do chefe do Executivo estadual. Segundo ele, a escolha deve considerar critérios estratégicos voltados para o sucesso eleitoral.

“Não, a decisão da chapa, como eu disse hoje, cabe exclusivamente ao governador, até porque o vice é dele. E ele vai definir o vice dele. O que eu defendi e defendo é que o governador tenha o tempo para refletir, para fazer a composição e para adotar a melhor estratégia para ganhar a eleição”, afirmou.

A fala ocorreu durante evento no Parque de Exposições de Salvador, onde Jerônimo e Rui anunciaram um pacote de obras e serviços para todo o estado, com autorização de licitações e assinatura de ordens de serviço em diversas áreas.

Nos últimos dias, o debate sobre a vaga de vice ganhou força, impulsionado pelas articulações de partidos da base aliada que buscam ampliar protagonismo na chapa majoritária. Siglas como PSD, PP e MDB aparecem com frequência nas conversas de bastidores, cada uma defendendo espaço na composição.

A movimentação tem gerado incômodo especialmente no MDB, que atualmente ocupa a vaga com Geraldo Júnior. O ex-ministro Geddel Vieira Lima tem feito cobranças públicas por um posicionamento mais claro sobre o tema.

Apesar das pressões, interlocutores do governo indicam que Jerônimo tem adotado cautela para evitar ruídos internos e garantir uma escolha que fortaleça a coalizão para 2026. A estratégia passa por equilibrar interesses políticos, ampliar a capilaridade eleitoral e manter a unidade do grupo, considerado um dos principais ativos da atual gestão.

A expectativa é que a definição ocorra apenas após a consolidação da janela partidária, prevista para o início de abril.

Da redação do 40 Graus.