Após ser eleita presidente da Comissão das Mulheres da Câmara dos Deputados, enfrentando forte resistência de parlamentares do Centrão e da direita, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) afirmou que pretende iniciar os trabalhos do colegiado buscando consenso entre os partidos.
A primeira sessão da comissão está prevista para a próxima quarta-feira (18). Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a parlamentar pretende evitar polêmicas nas primeiras votações e priorizar projetos com ampla concordância entre as bancadas.
“Vamos fazer uma pauta consensual, com propostas relacionadas à proteção da mulher, talvez contra o feminicídio. Eu quero manter o equilíbrio entre os partidos na pauta”, afirmou a deputada.
Após a eleição, Hilton também foi alvo de críticas do apresentador Ratinho, durante programa exibido pelo SBT. O comunicador questionou o fato de a Comissão das Mulheres ser presidida por uma mulher trans, e não por uma mulher cisgênero.
Durante a atração, Ratinho afirmou que não considerava “justo” que o colegiado fosse liderado por uma mulher trans e declarou que, em sua opinião, “para ser mulher tem que ter útero e menstruar”, além de fazer outros comentários semelhantes.
As declarações foram classificadas como preconceituosas por Erika Hilton, que decidiu reagir judicialmente. A deputada protocolou um pedido de abertura de inquérito policial contra o apresentador junto ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo.
A solicitação foi encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que deverá analisar o caso e decidir sobre a eventual abertura de investigação.
Da Redação.