O Brasil contabiliza 149 casos de mpox nos primeiros meses de 2026, entre confirmações laboratoriais e registros considerados prováveis, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Do total, 140 infecções já foram confirmadas por exames e outras nove seguem em investigação.
Os casos estão distribuídos em 13 estados e no Distrito Federal. O estado de São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 93 registros — cerca de 66% do total nacional. Em seguida aparecem o Rio de Janeiro, com 18 casos, e Roraima e Minas Gerais, ambos com 11. Também foram registradas infecções no Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Norte (3), Paraná (2), Sergipe (1), Ceará (1), Amapá (1), Goiás (1) e no Distrito Federal (1).
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 570 notificações suspeitas da doença continuam sob análise. Apesar do aumento nas notificações em comparação com semanas anteriores, a pasta informou que o cenário atual não representa uma crise sanitária e destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para realizar diagnóstico, monitoramento e atendimento dos pacientes.
Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos da doença e duas mortes. Em 2026, até o momento, não há registro de óbitos associados à mpox.
Na Bahia, não há casos confirmados da doença neste ano. Um paciente diagnosticado no estado era natural de Osasco (SP) e recebeu atendimento em Salvador, porém o caso foi contabilizado nas estatísticas do estado paulista.
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou secreções respiratórias de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos pessoais contaminados também pode facilitar a transmissão.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos (ínguas). Após os primeiros sinais, podem surgir lesões na pele, que podem aparecer no rosto, mãos, pés e região genital.
Da redação do 40 Graus.