O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) confirmou um novo foco de gripe aviária em uma granja de aves reprodutoras localizada em Bolívar, na província de Buenos Aires Province. Este é o terceiro registro da doença em produção comercial no país em menos de um mês, após ocorrências nas cidades de Ranchos e Lobos.
Os casos surgem após a detecção do vírus também em aves silvestres na capital do país, Buenos Aires, no fim de fevereiro.
Com a confirmação do novo foco, a Argentina perdeu a condição de território livre da doença perante a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). A perda do status sanitário suspende automaticamente exportações para países que exigem essa certificação. No entanto, acordos bilaterais permitem que as vendas continuem para mais de 35 nações que adotam critérios de regionalização e compartimentação.
De acordo com o Senasa, o impacto comercial atual é menor do que em crises anteriores, com redução de 47% no número de mercados afetados.
Após a confirmação do foco, o órgão sanitário ativou o plano de contingência, estabelecendo uma zona de controle sanitário de três quilômetros ao redor da granja e uma zona de vigilância de sete quilômetros. Nessas áreas, será realizado monitoramento epidemiológico intensificado, rastreamento de conexões com outras granjas e restrição na movimentação de aves e insumos.
Todas as aves do local serão abatidas, seguidas de processos de limpeza e desinfecção, enquanto a unidade permanecerá em quarentena.
O governo argentino também orientou os produtores a reforçar as medidas de biosseguridade, evitando o contato de aves comerciais com espécies silvestres e utilizando vestimentas exclusivas para o manejo de aves domésticas.
Caso não sejam detectados novos focos da doença, a Argentina poderá solicitar a recuperação do status sanitário internacional 28 dias após a conclusão das medidas de abate e desinfecção.
Da Redação do 40 Graus.