O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, Edson Cardoso dos Santos (PSD), voltou a ser preso na quinta-feira (5) após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. O parlamentar é investigado pela Polícia Civil por suspeita de fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos públicos no município.
Conhecido como “Cachoeira do Bolo”, o vereador já havia sido preso em flagrante anteriormente por posse ilegal de arma de fogo. Na ocasião, também havia contra ele um mandado de prisão temporária pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.
De acordo com informações apuradas pela TV Oeste, afiliada da TV Bahia na região, Edson Cardoso havia sido colocado em liberdade no dia 1º de março, mediante cumprimento de medidas cautelares. No entanto, após o descumprimento dessas determinações, o Ministério Público da Bahia solicitou à Justiça a decretação da prisão preventiva do vereador.
Em nota, a Polícia Civil da Bahia informou que o vereador não foi encontrado em sua residência na quinta-feira. Posteriormente, ele se apresentou em uma delegacia, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido.
O portal de notícias tentou contato com a defesa do parlamentar, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A Câmara de Vereadores de Sobradinho também foi procurada para comentar o caso.
Segundo a Polícia Civil, os crimes investigados teriam sido cometidos entre 2025 e 2026. As investigações começaram após o recebimento de denúncias anônimas.
As apurações indicam a existência de um grupo estruturado formado por servidores públicos, agentes políticos, empresários e um assessor jurídico. De acordo com os investigadores, o esquema simulava procedimentos legais para favorecer empresas previamente escolhidas, sem a realização adequada de concorrência pública.
Em diversos casos, as empresas contratadas sequer executavam os serviços previstos nos contratos, mesmo com recursos públicos sendo destinados.
Além da prisão, a Justiça determinou o afastamento de Edson Cardoso da presidência da Câmara e de suas funções legislativas por 90 dias, com o objetivo de preservar a instrução do processo e evitar possíveis interferências nas investigações.
Outros suspeitos envolvidos no caso não tiveram os nomes divulgados, mas deverão responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação. O assessor jurídico da Câmara também foi afastado do cargo pelo mesmo período.
Da Redação.