Internacional Brasil e China
Brasil e China lideram ganhos com nova política tarifária dos EUA, aponta relatório
Estudo da Global Trade Alert indica que países terão maior redução nas tarifas médias após decisão da Suprema Corte e mudança de estratégia de Donald Trump.
22/02/2026 16h48
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

Brasil e China estão entre os principais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre sexta-feira e sábado (21). A avaliação é da Global Trade Alert, entidade independente que monitora políticas de comércio internacional.

Segundo relatório da organização, o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. Na sequência aparecem China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos.

A reconfiguração ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) como base legal para o chamado “tarifaço”. Diante da decisão, Trump passou a fundamentar as medidas na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a imposição de tarifas de até 15%.

Inicialmente, o presidente anunciou uma alíquota global de 10%. Em menos de 24 horas, porém, elevou o percentual para 15%. As novas taxas entram em vigor às 00h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24) e atingem todos os países com relações comerciais com os Estados Unidos, com exceções para produtos como minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.

Enquanto economias emergentes registram redução nas tarifas médias, aliados estratégicos dos EUA devem enfrentar aumento nas taxas. De acordo com a Global Trade Alert, Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto) estão entre os mais impactados pela nova alíquota.

No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou a decisão da Suprema Corte na sexta-feira. Segundo ele, a derrubada do tarifaço coloca o país em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes no mercado norte-americano.

Da Redação.