O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio a Vinícius Júnior na terça-feira (17), após o atacante denunciar o jogador Gianluca Prestianni por racismo durante partida entre Real Madrid e Benfica, válida pela UEFA Champions League.
Em publicação nas redes sociais, o ministro foi enfático ao condenar o episódio.
“Racismo não se tolera — no futebol ou fora dele. É inaceitável e não pode ser tratado com indiferença. Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa — o que torna o episódio ainda mais grave”, afirmou.
Gilmar Mendes também destacou a postura do jogador brasileiro. “Minha solidariedade a um dos nossos maiores talentos, que enche o Brasil de orgulho dentro e fora de campo. Sua coragem em denunciar merece respeito. Não se pode normalizar o inaceitável”, completou.
O episódio ocorreu no segundo tempo, após o gol da vitória do Real Madrid. Vinícius Júnior discutiu com Prestianni e, em seguida, procurou o árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo da FIFA.
Segundo o atacante Kylian Mbappé, o jogador argentino teria repetido a ofensa cinco vezes. Prestianni, por sua vez, nega a acusação.
O protocolo antirracismo da Fifa estabelece três etapas em casos de discriminação:
Interrupção da partida: o árbitro pode paralisar o jogo ao identificar ou receber denúncia de ofensa racial. Um aviso público é feito no estádio enquanto a situação é avaliada.
Suspensão temporária: se os ataques continuarem, a partida pode ser suspensa e as equipes retiradas de campo.
Encerramento definitivo: persistindo as ofensas, o árbitro pode encerrar o jogo.
Todos os registros são incluídos na súmula da partida, que serve de base para análise das autoridades esportivas e eventual aplicação de punições disciplinares.
Da Redação.