O Oeste da Bahia vive um dos momentos mais intensos da sua história política recente com o início "antecipado" das movimentações rumo às Eleições de 2026, quando serão escolhidos 63 deputados estaduais na Bahia.
Mais de 11 milhões de baianos e baianas estão aptos a votar no próximo pleito, que será realizado em 4 de outubro de 2026.
Na Região Oeste da Bahia, tradicionalmente marcada por fortes lideranças políticas, o quadro começa a ganhar contornos de renovação e ampliada competitividade. Nomes que antes operavam apenas como lideranças locais agora se colocam como potenciais concorrentes a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) — trazendo consigo expectativas de maior representação regional.
Entre os postulantes ao cargo de deputado estadual, estão figuras já consolidadas, como Tito, Jusmari Oliveira e Antônio Henrique Júnior — este último com histórico de três mandatos como titular na Assembleia.
Também temos candidatos com experiência como vereador e deputado federal, Tito, que recentemente disputatou as eleições para prefeito de Barreiras ficando na 3ª colocação com a votação de 21.012 votos, ou seja, 24,79% dos votos de Barreiras.
Esses nomes devem disputar votação expressiva no oeste baiano, resultado de décadas de articulação política e redes de apoio em vários municípios da região.
Mas o que marca este ciclo eleitoral é a crescente presença de novos nomes e lideranças emergentes, reflexo do desejo por renovação no cenário político. Neste grupo, ganha atenção especial a candidatura de Fernanda Sá Teles, ex-prefeita de Wanderley, uma mulher com presença forte nas articulações políticas do estado e expandindo seu campo de atuação no Oeste da Bahia.
Recentemente Fernanda Sattélites esteve em Barreiras reunida com lideranças locais, entre elas o ex-vereador Vivi Barbosa, em um encontro que reforçou o seu potencial de mobilização e fortalecimento da sua pré-candidatura para deputada estadual. Esse movimento demonstra a capacidade de Fernanda de se conectar tanto com lideranças tradicionais quanto com novos segmentos de eleitores — fator que pode diferenciá-la no acirrado pleito de outubro.
Outro nome cogitado é o de Cintia Marabá, apoiada politicamente pelo prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, seu esposo, o que pode influenciar positivamente sua votação na região.
Além disso, lideranças regionais como o vereador Jeremias Mascarenhas - de Wanderley -, e João Felipe de Melo Lacerda também figuram no radar de possíveis candidatos, alimentando um cardápio eleitoral diversificado - Inclusive, o vereador João Felipe já lançou o seu nome para ser avaliado pelos eleitores do oeste baiano.
Esse cenário plural levanta duas perspectivas possíveis: a de que a região do Oeste da Bahia poderá eleger dois, três ou até quatro deputados estaduais — algo raro na história recente — ou, em contrapartida, ver suas forças eleitorais fragmentadas, diminuindo o potencial de eleger representantes se a votação se dispersar entre muitos concorrentes.
Enquanto os bastidores continuam movimentados com negociações, alianças e até possibilidade de alguns nomes retirarem candidaturas em favor de outros mais competitivos, a leitura entre analistas políticos é que o eleitor do Oeste tende a exigir representatividade efetiva, proximidade com as demandas regionais e renovação, especialmente em um momento em que a política baiana, de modo geral, se reorganiza em torno de novos atores e lideranças.
A contagem regressiva segue até outubro, e as peças no tabuleiro da política continuam se mexendo — cada liderança política, cada ativista e cada eleitor assumindo a sua posição.
Em uma última análise, o que está em jogo não é apenas a eleição de nomes fortes, mas a consolidação de uma representação mais ampla e diversificada para o Oeste da Bahia na Assembleia Legislativa do Estado.
Por F. Silva/Barreiras 40 Graus.