Cerca de 29 brasileiros morreram em janeiro de 2026 em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, segundo dados do informativo Vigilância das Síndromes Gripais. O número coloca o Sars-CoV-2 como o vírus respiratório mais letal identificado no país no período analisado, superando outros agentes em circulação.
De acordo com o levantamento, o Brasil registrou 163 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas nas quatro primeiras semanas do ano. Em 117 casos, o agente causador ainda não foi identificado. Entre os diagnósticos confirmados, a Covid-19 aparece como a principal causa de óbitos.
Após a Covid-19, os vírus que mais provocaram mortes no período foram a Influenza A (H3N2) e o rinovírus, com sete óbitos cada. Na sequência, a Influenza A não subtipada contabilizou seis mortes. Também houve registros associados ao H1N1, à Influenza B e ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que, juntos, somaram cinco óbitos.
No total, foram notificados 4.587 casos de SRAG em todo o país. Desses, mais de 3 mil ainda aguardam confirmação laboratorial, o que indica que os números finais podem sofrer alterações.
O estado de São Paulo concentra o maior número de mortes confirmadas, com 15 óbitos entre 140 casos analisados. O perfil das vítimas reforça um padrão já conhecido: os idosos acima de 65 anos seguem como o grupo mais vulnerável, respondendo por 108 mortes por SRAG no período.
Entre os óbitos causados especificamente pela Covid-19, 19 vítimas pertenciam a essa faixa etária, evidenciando que, mesmo com a redução do impacto da pandemia nos últimos anos, o vírus ainda representa risco significativo para populações mais vulneráveis.
Do 40 Graus.