A 83ª edição do Globo de Ouro (Golden Globe Awards) entrou para a história do Brasil. No ringue do cinema mundial, o ator Wagner Moura saiu vencedor ao conquistar o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto. Mas o país não brilhou apenas nas telas: o MMA brasileiro também marcou presença de peso na cerimônia realizada no último domingo (11), em Los Angeles, com a campeã do UFC, Mackenzie Dern.
Atual dona do cinturão dos palhas (52 kg), Dern foi escolhida pela maior organização de MMA do mundo para representar o UFC no evento, que foi transmitido pela CBS, emissora do mesmo conglomerado da Paramount, nova parceira global da liga. A lutadora entrou em cena acompanhada do americano de ascendência mexicana Brian Ortega, ex-desafiante ao título e atual 9º colocado no ranking dos penas (66 kg).
Conhecidos dentro e fora do octógono — inclusive frequentemente citados como dois dos atletas mais carismáticos e populares do plantel do Ultimate — Dern e Ortega desfilaram pelo tradicional tapete vermelho e ainda protagonizaram um momento descontraído no palco da premiação. Vestindo uniformes oficiais da Venum e usando luvas, os dois foram apresentados de forma bem-humorada como os “seguranças” dos atores Connor Storrie e Hudson Williams, estrelas da série Heated Rivalry, da HBO, responsáveis por anunciar um dos vencedores da noite.
Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, Mackenzie Dern sempre lutou com o Brasil no coração. Filha do lendário faixa-preta de jiu-jitsu Wellington “Megaton” Dias, a campeã optou desde cedo por representar o país do pai — escolha que reflete seu estilo agressivo, técnico e enraizado no jiu-jitsu brasileiro.
Aos 32 anos, Dern vive o auge da carreira. Ela conquistou o cinturão peso-palha em outubro do ano passado, ao vencer a compatriota Virna Jandiroba por decisão dos juízes no UFC 321, consolidando-se como uma das principais estrelas do MMA feminino mundial.
Do octógono para Hollywood, Mackenzie mostrou que o MMA brasileiro segue em evidência global, dividindo os holofotes com o cinema e provando que o Brasil continua campeão — seja na arte de interpretar ou na arte de lutar.
Da Redação do 40 Graus.