O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou à Polícia Federal (PF), um pedido para que seja analisada a solicitação da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por publicações feitas nas redes sociais que associaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A ação ocorreu durante os últimos dias de Ricardo Lewandowski no comando da pasta, antes de sua exoneração formalizada em 8 de janeiro de 2026.
A representação da deputada petista aponta que a postagem de Flávio — que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 — pode configurar crime contra a honra do presidente Lula, incluindo possíveis condutas de calúnia, difamação e injúria, por associar o chefe do Executivo brasileiro a crimes e ao Foro de São Paulo sem provas.
O ofício encaminhado pela Justiça à PF, assinado por Eliza Pimentel da Costa Simões, coordenadora-geral de Administração no gabinete do então ministro, foi enviado ao gabinete do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para “apreciação” do caso.
O documento também solicita que, caso seja necessário, os autos retornem ao gabinete do ministro e que a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL), seja informada sobre o andamento da análise para repasse à parlamentar.
Na sua representação ao Ministério, Dandara pede que a PF acione mecanismos para a preservação de provas digitais e apure os fatos relacionados ao suposto crime.
Em postagem nas redes sociais, a deputada afirmou que “a democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”.
A PF está agora avaliando a possibilidade de abertura de investigação formal, o que ainda não foi decidido.
Da Redação do 40 Graus.