Pesquisas internas da oposição ao PT na Bahia já indicavam uma tendência de queda na avaliação positiva do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).
O cenário foi confirmado na semana passada pelo levantamento do instituto AtlasIntel, levando aliados de ACM Neto a acenderem o sinal de alerta e a traçarem estratégias para conter o desgaste antes das eleições de 2026.
Segundo um influente dirigente do União Brasil, Salvador é peça-chave no projeto político de Neto. “Para que as chances de vitória cresçam, será essencial que Bruno recupere popularidade.
A aprovação de 56% é muito abaixo do patamar de quem se reelegeu com 78% dos votos há pouco mais de um ano”, afirmou, admitindo o aumento da tensão no grupo.
Outro fator de preocupação para a oposição é o avanço das obras do VLT do Subúrbio. A possibilidade de o governador Jerônimo Rodrigues (PT), entregar a primeira etapa do projeto antes do período eleitoral é vista como um trunfo político, já que a obra deve melhorar significativamente a mobilidade em uma das regiões mais populosas da capital. A reação de aliados de ACM Neto após a viagem-teste realizada na sexta-feira (19) evidenciou o incômodo.
Nos bastidores nacionais, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também causaram apreensão entre políticos baianos que atuaram pela venda do Banco Master ao BRB. Galípolo afirmou ter registros detalhados das investidas feitas junto ao BC e deixou claro que pode expor essas articulações se necessário.
No campo jurídico, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedidos da defesa da desembargadora afastada Maria do Socorro Barreto Santiago, investigada na Operação Faroeste.
Com a decisão, o tribunal deve acelerar o julgamento da ação penal contra a magistrada, que presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia entre 2016 e 2017.
Da Redação.