O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), decidiu manter a maior parte das prisões realizadas no âmbito da Operação Tântalo II, que investiga um esquema de desvios milionários de recursos públicos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia. A decisão foi proferida pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Vara Criminal da Corte.
Ao analisar os pedidos de liberdade apresentados pelas defesas, a magistrada também levou em consideração o parecer do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que se manifestou favorável à soltura dos investigados mediante a aplicação de medidas cautelares. No entanto, Graça Amorim concluiu que, no estágio atual das investigações, a manutenção das prisões ainda é necessária.
Segundo a desembargadora, a prisão preventiva se justifica para resguardar a ordem pública, evitar a obstrução das investigações e impedir uma eventual rearticulação do grupo criminoso, suspeito de desviar cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município.
A decisão ocorre em meio a um racha interno no Ministério Público. Após a cúpula do órgão defender a soltura dos investigados, dez promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pediram exoneração de seus cargos, no domingo (11). Eles alegaram que o posicionamento da Procuradoria-Geral contrariou o trabalho técnico desenvolvido pelo grupo na condução da operação.
A Operação Tântalo II segue em andamento e apura a atuação de um suposto esquema criminoso estruturado para o desvio sistemático de recursos públicos em Turilândia.
Fonte: BNews.