No início desta segunda-feira (12), o governo interino da Venezuela anunciou a libertação de 116 presos políticos no país. No entanto, os números divulgados oficialmente divergem dos levantamentos feitos por organizações independentes de direitos humanos, que contestam o alcance real das solturas.
De acordo com a ONG Foro Penal, até o momento apenas 41 presos políticos foram efetivamente libertados. A entidade estima que entre 800 e pouco mais de 1.000 pessoas ainda permanecem detidas por motivos políticos em todo o país.
Ainda segundo o Foro Penal, 24 presos políticos foram libertados durante a madrugada desta segunda-feira, número bem inferior ao apresentado pelo governo venezuelano.
O Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário da Venezuela informou que o balanço oficial considera também prisões e libertações ocorridas em dezembro, o que explicaria a diferença nos números apresentados.
Em comunicado, o ministério afirmou que as libertações envolvem “pessoas privadas de liberdade por atos associados à disrupção da ordem constitucional e por minar a estabilidade da nação”. Até o momento, os nomes dos libertados não foram divulgados oficialmente.
A libertação de presos políticos é uma das principais exigências do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, como condição para apoio político internacional.
Apesar dos anúncios oficiais, organizações da sociedade civil denunciam que o processo ocorre de forma lenta, gradual e sem transparência. Na última sexta-feira (9), o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPPVE) afirmou que a libertação anunciada pelo regime chavista “não foi concretizada de forma plena, verificável, nem transparente”.
Da Redação do 40 Graus.