Os protestos que ocorrem há cerca de duas semanas no Irã já deixaram pelo menos 538 mortos, de acordo com relatórios de organizações de direitos humanos citados pelas agências Reuters e Associated Press. Entre os mortos estão 490 manifestantes e 48 policiais.
Além disso, mais de 10.670 pessoas foram presas durante as manifestações que ocorrem em várias cidades do país, segundo informações compiladas por grupos de monitoramento.
Organizações como o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) relatam que corpos estariam sendo amontoados em hospitais em meio ao apagão de internet imposto pelas autoridades, dificultando a verificação independente dos dados.
As manifestações começaram como um grito por **mudanças políticas e críticas ao governo do aiatolá Ali Khamenei, denunciando a repressão e exigindo reformas no regime teocrático.
O governo iraniano não divulga números oficiais sobre as mortes e acusa Estados Unidos e Israel de se infiltrar nos protestos, responsabilizando essas potências por parte da violência ocorrida.
Em declarações recentes, o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou que as forças de segurança escalaram o nível de confrontos contra manifestantes, enquanto a Guarda Revolucionária defende que é sua missão proteger a segurança nacional a qualquer custo.
Contexto adicional:
O apagão da internet imposto pelas autoridades iranianas tem dificultado a comunicação interna e a cobertura internacional dos protestos, gerando relatos não verificáveis de abusos e mortos.
Grupos de direitos humanos internacionais afirmam que o número real de mortos pode ser ainda maior, mas não há confirmações oficiais.
Com informações do Metro1.