O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com altos funcionários do governo para terça-feira (13) para avaliar possíveis respostas à grave crise de protestos que se estende no Irã há cerca de duas semanas. A informação foi confirmada por autoridades americanas ao jornal The Wall Street Journal.
Segundo os relatos, a pauta incluirá a discussão de:
Novas sanções econômicas contra o regime iraniano;
Possíveis ações militares, incluindo ataques a alvos estratégicos;
Uso de armas cibernéticas para desestabilizar infraestrutura do Irã;
Suporte à internet via satélite, como o envio de terminais Starlink, para contornar o bloqueio digital imposto pelas autoridades iranianas.
Ainda não há expectativa de que decisões finais sejam tomadas na reunião, mas o encontro marca a primeira deliberação formal da Casa Branca sobre o tema.
Os protestos, que começaram em final de dezembro de 2025 e se espalharam por diversas cidades iranianas, já resultaram em mais de 500 mortos e mais de 10.600 detidos, segundo o grupo de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA). As autoridades iranianas não divulgaram números oficiais.
As manifestações, inicialmente motivadas pela crise econômica — incluindo inflação e desvalorização da moeda nacional — evoluíram para críticas abertas ao governo teocrático do aiatolá Ali Khamenei e pedidos de mudanças políticas profundas.
Em resposta, o governo cortou o acesso à internet e às comunicações, dificultando a circulação de informações e a organização dos protestos.
A escalada do confronto já provocou reações de ambos os lados. Autoridades iranianas advertiram que bases militares dos EUA e interesses de Israel seriam “alvos legítimos” caso houvesse intervenção externa.
Por sua vez, Trump tem declarado apoio aos manifestantes e sinalizado que os EUA estão preparados para agir, embora sem confirmar quando ou como uma ação direta ocorreria.
A crise acirra ainda mais as tensões no Oriente Médio, num momento em que comunidades internacionais observam de perto a situação humanitária e as implicações para a estabilidade regional.
Da redação do 40 Graus.