Entre 2019 e 2024, o Brasil concedeu o status de refugiado a 164 mil pessoas, sendo 148 mil delas venezuelanas, ou cerca de nove em cada dez casos no período. Os dados foram divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).
O predomínio de venezuelanos entre os refugiados tem sido uma constante nos últimos anos. Em 2020, a nacionalidade representou 96% dos 26.577 refugiados reconhecidos no Brasil, enquanto em 2023 esse percentual chegou a 97% dos 77.193 reconhecimentos aprovados.
Esses números ilustram a importância do fluxo migratório venezuelano para o contexto humanitário brasileiro, sobretudo em um cenário regional marcado por crises políticas e econômicas no país vizinho.
A presença de venezuelanos no Brasil também tem crescido de forma expressiva em termos populacionais. Dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de venezuelanos residentes no país saltou de 2.869 em 2010 para 271.514 em 2022, um aumento de cerca de 9.363% em doze anos. Essa expansão tornou os venezuelanos a maior nacionalidade estrangeira residente no Brasil, superando até mesmo os portugueses.
O avanço da crise política e militar na Venezuela — especialmente em meio a eventos internacionais recentes — tem levado o governo brasileiro a monitorar um possível aumento no fluxo migratório, sobretudo no estado de Roraima, principal porta de entrada para migrantes e refugiados. Autoridades reforçaram a vigilância na fronteira, especialmente na região de Pacaraima (RR), onde há operações de fiscalização terrestre.
Com informação do Metro1.