Política TV
Bolsonaro pede “upgrade” na cela: agora com smart TV, YouTube e livros que descontam cadeia
Entre a cela e o Wi-Fi, o ex-presidente busca informação, conforto digital e alguns dias a menos atrás das grades.
09/01/2026 19h06 Atualizada há 4 meses atrás
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Correio Brasiliense

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidiu que, se é para cumprir pena, que seja com um mínimo de conforto tecnológico possível — ou, como preferem chamar, “acesso à informação”.

Em uma petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados solicitaram a instalação de uma smart TV com acesso à internet na cela onde Bolsonaro está custodiado, na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília - "vai que a moda pega!".

Nada de entretenimento, garantem. A televisão seria usada exclusivamente para fins jornalísticos. Filmes? Séries? Reality shows? Jamais. O objetivo, segundo a defesa, é apenas acompanhar noticiários e conteúdos informativos, inclusive em plataformas “amplamente utilizadas” para esse fim — como o sempre sóbrio e imparcial YouTube.

“O uso do equipamento se restringirá ao acompanhamento de canais de divulgação de notícias”, afirmam os advogados, com a mesma convicção de quem acredita que a internet é um ambiente livre de distrações.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro segue, portanto, em busca de se manter atualizado — agora, quem sabe, em alta definição.

Enquanto a smart TV não chega, o ex-presidente já ganhou um rádio novinho, levado pelo filho Carlos Bolsonaro (PL), o conhecido “02”, durante uma visita realizada na quinta-feira (8/1).

A justificativa foi humanitária: para que o pai possa “ao menos” ouvir algumas estações. Afinal, ficar desinformado seria desumano - mas aí gera dúvidas, porque o próprio Bolsonaro afirmou que tem nojo até da expressão "direitos humanos".

Mas todas as estratégias de sobrevivência carcerária são válidas. A defesa também solicitou autorização para que Bolsonaro leia livros e reduza a pena - aí também já é exigir demais do apenado! O pedido se baseia em resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permite a remição de pena por leitura.

O funcionamento é simples e quase pedagógico: a cada livro lido, analisado e resumido, quatro dias a menos de prisão - é previsto que em 27 anos Bolsonaro deverá diminuir uns 8 dias em sua pena.

Basta apresentar uma resenha, passar pelo crivo de uma comissão avaliadora e aguardar a homologação judicial. Um verdadeiro clube do livro — com grades, claro!

Agora, resta ao STF decidir se autoriza o pacote completo: informação em streaming, rádio atualizado e literatura com desconto penal.

Até lá, Bolsonaro segue sonhando com manchetes, algoritmos benevolentes e páginas que, além de conteúdo, rendam alguns dias a menos atrás das grades.

Da redação do 40 Graus.