Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira, 7 , uma proclamação determinando a retirada do país de 66 organizações internacionais, das quais 35 não pertencem à ONU e 31 são entidades vinculadas diretamente às Nações Unidas.
A medida foi anunciada em comunicado oficial da Casa Branca, que alegou que as instituições “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA”.
Segundo a administração americana, a decisão é resultado de uma revisão ampla de todas as organizações intergovernamentais, convenções e tratados internacionais dos quais os Estados Unidos são membros ou partes, concluindo que essas instituições promovem políticas consideradas contrárias à soberania, à força econômica e à agenda do país.
A retirada implica a cessação imediata da participação e do financiamento à maioria desses órgãos, que abrangem temas como clima, direitos humanos, desenvolvimento, gênero e governança.
Entre os afetados estão entes de grande repercussão global, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) — principal tratado climático mundial — e a ONU Mulheres, que promove igualdade de gênero e o empoderamento feminino.
O governo Trump também incluiu na lista o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e outras agências que tratam de meio ambiente, energia renovável, direitos civis e cooperação global, criticadas pela Casa Branca por avançarem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos” que, na visão da administração, conflitam com os interesses dos EUA.
A medida representa mais um passo no afastamento dos Estados Unidos da cooperação multilateral, repetindo movimentos similares do governo Trump no passado, como a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 e de outros acordos multilaterais.
Críticos à decisão alertam que a saída pode isolar os EUA de fóruns importantes de formulação de políticas globais e enfraquecer a capacidade do país de influenciar negociações sobre questões cruciais como mudanças climáticas, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.
Da Redação do 40 Graus.