O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (8), a sua carta de demissão do cargo, segundo fontes e veículos de imprensa. A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), nos próximos dias, com efeitos a partir de sexta-feira (9).
Lewandowski, que ocupava o comando da pasta desde fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na carta que deixa o ministério por “razões de caráter pessoal e familiar” e que exerceu suas funções com “zelo e dignidade”.
A entrega da carta ocorreu momentos antes de Lewandowski participar, ao lado de Lula, de uma cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.
Até o momento, o governo federal ainda não anunciou oficialmente o nome do substituto. Nos bastidores, o secretário-executivo da pasta deve assumir interinamente, enquanto o jurista Wellington César Lima e Silva — ex-procurador do Ministério Público do Estado da Bahia e que já foi indicado para a função em 2016 durante o governo de Dilma Rousseff — é apontado como um dos cotados para o cargo permanente, tendo bom relacionamento com Lula e com setores do governo.
Lewandowski deixa a pasta em um contexto político em que o debate sobre segurança pública continua presente na agenda nacional, e sua saída reacende especulações sobre a reorganização da chefia do Ministério da Justiça e Segurança Pública no ano eleitoral de 2026.
Da Redação.