Internacional Trump
Trump confirma captura de Maduro e diz que EUA querem envolver petroleiras na Venezuela
Segundo Trump, a iniciativa ocorre em meio a um cenário de incertezas sobre o futuro da PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela.
03/01/2026 11h47
Por: F. Silva Fonte: Com informações da CNN Brasil

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News que o objetivo de Washington é envolver grandes empresas de petróleo americanas no setor energético da Venezuela.

A declaração foi dada após a confirmação de uma operação militar de grande escala que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em território venezuelano.

Segundo Trump, a iniciativa ocorre em meio a um cenário de incertezas sobre o futuro da PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela. Ele destacou que os Estados Unidos possuem as maiores companhias do setor e que essas empresas atuariam diretamente na região.

Antes da incursão militar, os EUA já haviam imposto um bloqueio ao petróleo venezuelano em dezembro, medida que reduziu as exportações do país pela metade em comparação ao mês anterior.

Apesar da operação militar ter atingido a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, fontes informaram que a produção e o refino de petróleo seguiam operando normalmente no sábado, sem registro de danos diretos às instalações do setor energético.

No entanto, a PDVSA ainda enfrenta dificuldades administrativas para se recuperar de um ataque cibernético ocorrido no final do ano passado, o que continua impactando seus sistemas internos.

A captura de Maduro foi executada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos, com apoio de inteligência da CIA e da polícia americana.

A ação, autorizada por Trump há alguns dias, retirou o líder venezuelano do país para que ele enfrente processos judiciais em solo americano, sob acusações de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína.

A administração americana justificou a intervenção com base na autoridade do presidente como comandante-chefe das Forças Armadas, prevista no Artigo II da Constituição dos Estados Unidos.

Em resposta, o regime venezuelano classificou a operação como uma “agressão criminosa” e declarou estado de emergência nacional.

Fonte: CNN News.