Associações que representam bancos e fintechs divulgaram, neste sábado (27), uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central do Brasil (BC), após a decretação de liquidação do Banco Master.
A manifestação ocorre em meio a questionamentos feitos por outras autoridades sobre o processo, interpretados por integrantes do BC como ataques à atuação do órgão regulador.
No comunicado, a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a Zetta — que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamento — afirmam que uma eventual revisão ou reversão de decisões técnicas do Banco Central pode provocar instabilidade regulatória e insegurança jurídica, além de comprometer a confiança no sistema financeiro.
As entidades destacam que a supervisão preventiva exercida pelo BC foi decisiva para evitar crises de solvência e liquidez, inclusive em momentos críticos da economia, como a crise financeira de 2008 e o período da pandemia.
Na nota, as associações reforçam que o Banco Central possui mandato legal para proteger a estabilidade financeira e reduzir riscos de contágio sistêmico.
Embora reconheçam o papel do Poder Judiciário na análise dos aspectos legais das decisões, defendem a preservação da autoridade técnica e da independência institucional do BC, consideradas fundamentais para a solidez e a credibilidade do sistema financeiro brasileiro.
Da Redação do 40 Graus.