A defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele cumpra a prisão em Santa Catarina, onde reside, ou no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Os advogados alegam que os vínculos familiares, sociais e profissionais do ex-diretor contribuiriam para sua segurança e integridade física.
Os defensores argumentam ainda que, por ser reservista da Polícia Militar, Silvinei estaria mais vulnerável em presídios comuns, citando precedentes que reconhecem riscos adicionais para ex-agentes de segurança e militares sob custódia regular.
Silvinei Vasques foi detido na madrugada de sexta-feira (26) no Aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador, com escala no Panamá.
Segundo as investigações, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica, viajado de carro até o Paraguai e apresentado um documento falso. A identificação ocorreu por meio de reconhecimento facial, com cooperação da Polícia Federal (PF).
Diante da tentativa de fuga, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva. Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado e aguardava a análise de recurso.
A defesa também solicitou ao STF informações sobre o horário e o formato da audiência de custódia.
P. S. "Quem rompe a lei e afronta decisões judiciais não pode exigir regalias, mas cumprir a pena nos termos do Estado de Direito".
Com informações do Metro1.