Os principais membros da família Bolsonaro seguem em silêncio após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e aliado do bolsonarismo. Até o momento, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro não se manifestaram publicamente sobre o caso.
Silvinei Vasques foi detido em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar em um voo cujo destino final seria El Salvador. Segundo as autoridades, ele utilizava passaporte falso no momento da abordagem.
Durante a tentativa de fuga, Silvinei apresentou às autoridades paraguaias uma declaração médica afirmando ter câncer na cabeça e alegou que não podia falar, estratégia que levantou suspeitas imediatas.
Na véspera da prisão, no dia de Natal, a tornozeleira eletrônica usada por Silvinei ficou sem sinal, o que reforçou a suspeita de fuga planejada. Ele estava proibido de deixar o Brasil por decisão judicial.
Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na trama golpista que tentou impedir o resultado das eleições presidenciais.
A ausência de posicionamento público da família Bolsonaro, historicamente próxima ao ex-diretor da PRF, chama atenção no meio político e jurídico, especialmente diante da gravidade das acusações e da tentativa de evasão internacional.
Com informações do BNews.