Política Rui Costa
Eleições 2026: Rui Costa intensifica o diálogo com Angelo Coronel para definir a chapa do PT ao Senado em 2026
O ministro da Casa Civil diz que as conversas buscam mediar a disputa interna e destaca a importância da reeleição de Jaques Wagner para o projeto do governo Lula.
15/12/2025 12h01
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

O ministro da Casa Civil e uma das principais lideranças do PT na Bahia, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (15), em entrevista à Rádio Metropole, que irá intensificar nos próximos dias o diálogo com o senador Angelo Coronel (PSD) e com o deputado federal Diego Coronel (PSD).

O objetivo das conversas é construir uma solução para a formação da chapa majoritária ao Senado nas eleições de 2026.

Rui Costa já havia colocado seu nome à disposição para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal no próximo pleito. A sinalização, no entanto, acirrou a disputa dentro da base governista, já que os atuais senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel também manifestaram o desejo de concorrer à reeleição.

“Nós estamos dialogando muito. Eu recentemente jantei com o senador Coronel, conversei essa semana com o senador Alencar, estamos dialogando bastante. Vou intensificar, nos próximos dias, o diálogo com o senador Coronel e com o Diego Coronel, deputado federal, um jovem talentoso e promissor, e vamos encontrar uma solução para mediar isso”, afirmou o ministro.

Embora não tenha antecipado uma possível configuração da chapa, Rui Costa ressaltou a importância da reeleição de Jaques Wagner. Segundo ele, o senador teve papel central no processo de redemocratização da Bahia e é uma peça estratégica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por liderar a base governista no Senado.

“Por isso, a sua reeleição cumpre esse papel, além do reconhecimento pessoal, pela sua trajetória e pelo papel político que ele ainda vai desempenhar no Senado, ao lado do presidente Lula”, destacou.

Rui também relembrou o cenário de 2022, quando deixou o governo da Bahia e foi incentivado a disputar uma vaga no Senado. À época, segundo ele, optou por priorizar o projeto político do Estado em detrimento de uma candidatura pessoal.

“Muita gente dizia em 2022: não fique no governo, saia para o Senado, você se elege com o pé nas costas. Eu dizia que não estava fazendo um projeto pessoal, não queria me eleger a qualquer custo em detrimento da situação do Estado. Se isso implicasse eu ficar sem mandato e não me eleger, eu ficaria”, concluiu.

Com informações do Metro1.