O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (12) a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de sua lista de sanções prevista na Lei Global Magnitsky, que havia sido aplicada em meados de 2025.
Além dele, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, empresa ligada à família, também foram excluídos da lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA.
As sanções — que incluem bloqueio de bens no território americano e proibição de transações econômicas com indivíduos ou empresas dos EUA — haviam sido impostas originalmente sob a administração de Donald Trump em julho, com base no argumento de supostas violações de direitos humanos e abuso de autoridade em decisões judiciais do ministro.
Segundo integrantes do governo brasileiro que acompanharam as conversas, a revogação das sanções foi um dos pontos centrais levantados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em negociações diretas com Trump desde setembro.
Em uma das últimas conversas por telefone, realizada no dia 2 de dezembro, Lula teria pedido especificamente a suspensão das sanções contra Moraes e sua mulher, e Trump teria concordado com a solicitação.
A medida é interpretada por autoridades brasileiras como um avanço diplomático e sinal de reaproximação entre os dois países, que enfrentaram tensões significativas ao longo de 2025, inclusive com tarifas elevadas sobre produtos brasileiros impostas pelos EUA e restrições de vistos a membros do STF.
No Brasil, a retirada das sanções gerou reações políticas diversas: aliados do governo celebraram a decisão como uma vitória diplomática, enquanto apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram desapontamento com a reversão.
Da Redação do 40 Graus.