A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de entrar na corrida presidencial de 2026 tem sido vista por lideranças do centrão, especialmente do PSD, como uma oportunidade estratégica para o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). A avaliação, revelada em conversa com o jornalista Gerson Camarotti, da GloboNews, é de que a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cria um novo equilíbrio no tabuleiro eleitoral.
Segundo essas lideranças, a presença de Flávio Bolsonaro tende a reforçar uma polarização direta: de um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela esquerda; de outro, Flávio, representando a extrema-direita e o legado bolsonarista. Com a ausência de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, da disputa, abre-se um espaço competitivo na centro-direita para um nome de perfil alternativo — papel que Ratinho Júnior poderia ocupar.
Uma figura influente do centrão afirmou que, neste momento, Ratinho Júnior deve manter postura discreta e evitar desgastes. O governador tem seguido essa orientação: não se envolveu politicamente durante o tarifaço ao longo do ano, nem participou de debates acalorados sobre o julgamento e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6) trouxe mais um sinal positivo ao governador paranaense. Em um eventual segundo turno, Ratinho Júnior aparece com 41% das intenções de voto contra 47% de Lula — desempenho semelhante ao de Tarcísio de Freitas, que perderia por 47% a 42%.
Com informações do BNews.