Brasil Combustíveis
Petrobras vende primeiro lote de combustível sustentável de aviação produzido 100% no Brasil
Cerca de 3 mil m³ de SAF abastecerão o Galeão; produto promete reduzir emissões em até 87% e será obrigatório em voos internacionais a partir de 2027.
06/12/2025 11h19
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (5) a venda do primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil. São 3 mil metros cúbicos, volume equivalente a um dia de consumo de todos os aeroportos do Rio de Janeiro, destinados às distribuidoras que operam no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

O SAF pode substituir o querosene de aviação convencional sem qualquer adaptação em aeronaves ou sistemas de abastecimento, permitindo uso imediato pela indústria aérea. Segundo a estatal, o combustível é uma das alternativas mais rápidas para reduzir as emissões da aviação mundial.

Produzido por coprocessamento em unidades de refino da companhia, o combustível sustentável é visto como estratégico pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para cumprir as metas globais de descarbonização.
“É um produto competitivo, que atende a rigorosos padrões internacionais da aviação”, destacou.

A partir de 2027, empresas brasileiras serão obrigadas a usar SAF em voos internacionais, conforme o programa Corsia, da OACI. No mercado interno, as metas serão gradualmente impostas pela Lei do Combustível do Futuro.

O produto da Petrobras tem certificação ISCC-Corsia, que garante sustentabilidade e rastreabilidade. Ele utiliza matéria-prima vegetal — como óleo técnico de milho (TCO) ou óleo de soja — misturada ao querosene fóssil, reduzindo as emissões líquidas de CO₂ em até 87%.

As primeiras cargas foram produzidas na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), atualmente autorizada pela ANP a usar até 1,2% de insumos renováveis. A Petrobras planeja expandir a produção para outras unidades: a Revap concluiu testes, enquanto Replan e Regap devem iniciar operações comerciais em 2026.


Fonte: Metro1.