O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta terça-feira (2), sobre a sequência de feminicídios que chocou o país, defendendo uma transformação profunda na cultura masculina que sustenta a violência de gênero.
Durante evento em Ipojuca (PE), onde lançou as obras de expansão da Refinaria Abreu e Lima, Lula relatou a comoção da primeira-dama, Janja, e afirmou que ela pediu uma “luta mais dura” contra a violência praticada por homens.
O presidente citou casos recentes em São Paulo e no Recife e questionou se o Código Penal brasileiro pune adequadamente crimes dessa gravidade.
Lula enfatizou que os homens precisam assumir responsabilidade direta na mudança desse cenário, educando filhos, amigos e companheiros para romper ciclos de agressão. Ele defendeu a criação de um movimento nacional de conscientização masculina e lembrou que o feminicídio — assassinato de mulheres motivado por gênero — é crime hediondo, com penas de 12 a 30 anos.
Apenas em São Paulo, 207 mulheres foram mortas desde janeiro, além de 22 vítimas registradas em outubro e mais de 5,8 mil casos de lesão corporal dolosa.
O presidente também recordou sua própria trajetória em um lar liderado pela mãe, ressaltando a importância de valores como respeito, dignidade e caráter na formação dos homens. Lula afirmou ainda que pretende lançar uma campanha nacional voltada à conscientização masculina para enfrentar a violência contra mulheres.
Fonte: Metro1.