Polícia Crime e Castigo
Três acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas irão a júri popular após mais de dois anos do crime
O mandante, o executor e o cúmplice serão julgados em Dias D’Ávila - o caso chocou o país pela brutalidade e pela participação do marido da vítima no crime encomendado por R$ 2 mil.
26/11/2025 16h59
Por: F. Silva Fonte: G1

Os três homens ainda não julgados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas serão submetidos a júri popular nesta terça-feira (25), mais de dois anos após o crime que ganhou repercussão nacional.

A sessão ocorrerá no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, com previsão de durar três dias.

A vítima foi assassinada em 24 de outubro de 2023 e encontrada morta quatro dias depois, às margens da BA-093. O caso mobilizou o país pela crueldade do crime e pela suspeita de que o próprio marido teria encomendado a morte.

Quem vai a júri agora

Os réus que serão julgados são:

Eles aguardam julgamento presos.

Um quarto envolvido, Gideão Duarte de Lima, motorista de aplicativo que levou Sara ao local combinado e deu suporte logístico aos criminosos, já foi julgado em abril de 2025 e condenado a 20 anos e 4 meses de prisão.

A investigação

Segundo o delegado Euvaldo Costa, responsável pelo inquérito, cada acusado teve participação definida:

O MP-BA acusa o grupo por feminicídio qualificado — motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima — além de ocultação de cadáver e associação criminosa.

Pagamento pelo crime

Os envolvidos admitiram ter dividido R$ 2 mil - valor pago por Ederlan pela morte da esposa:

Prisões

Ederlan foi o primeiro a ser preso, em 28 de outubro de 2023.
O segundo foi o Bispo Zadoque, detido em 14 de novembro.
No dia seguinte, 15 de novembro, foram presos Gideão Duarte e Victor Gabriel.

O desaparecimento e o histórico de violência

Sara desapareceu ao sair de casa para uma reunião religiosa. Ela viajava com Gideão, motorista que já prestava serviços à família. Após mobilizar buscas nas redes e na imprensa, Ederlan passou a ser suspeito.

De acordo com familiares, o marido era agressivo, forçava relações e a cantora planejava deixá-lo. Pouco antes de morrer, Sara teria dito à mãe que precisava revelar algo importante — o que nunca chegou a acontecer.

A família pediu que ela não seja mais chamada de “Sara Mariano”, para não associá-la ao nome do marido apontado como mandante do crime.

Com informações do G1.