Jon Jones, considerado por muitos fãs e especialistas como o maior lutador de MMA de todos os tempos, recusou uma proposta de 30 milhões de dólares para enfrentar Tom Aspinall na unificação dos cinturões dos pesos-pesados do UFC.
Meses após a polêmica, o americano explicou publicamente os motivos que o levaram a rejeitar a oferta feita pelo presidente do Ultimate, Dana White.
Em entrevista ao podcast Geoffrey Woo, Jones afirmou que, aos 38 anos e com estabilidade financeira consolidada após anos no topo do esporte, a sua prioridade não é mais o dinheiro, e sim fortalecer o legado construído ao longo da carreira.
Para o ex-campeão meio-pesado e peso-pesado, enfrentar adversários que marcarão história faz mais sentido neste estágio profissional.
“Minhas motivações não são mais tradicionais. A maioria dos lutadores não recusaria 30 milhões de dólares, mas meus objetivos hoje são diferentes. Para mim, é uma questão de legado. O que faz mais sentido? Lutar contra alguém que está impressionando agora, mas que pode ser esquecido daqui a alguns anos, ou enfrentar um cara como o Alex Pereira, que será lembrado mundialmente? No Brasil, ele é um ídolo absoluto”, afirmou Jones.
A decisão de Jones, no entanto, gerou consequências dentro do UFC. Antes da recusa, o lutador havia sinalizado positivamente para o combate contra Aspinall, levando Dana White a garantir publicamente que a unificação do título dos pesados aconteceria. Com a posterior reviravolta, o presidente da organização se sentiu traído e perdeu a confiança no veterano.
O desgaste fez com que White vetasse, ao menos por enquanto, a participação de Jon Jones no aguardado card do UFC Casa Branca, previsto para junho de 2026, mesmo após o lutador ter demonstrado interesse em integrar o evento.
Segundo Dana, confiar novamente em Jones seria arriscado, já que o americano não cumpriu com o compromisso anteriormente assumido. Agora, resta ao ex-campeão tentar convencer o dirigente de que, desta vez, realmente honraria sua palavra para competir em um dos cards mais simbólicos da história da organização.
Com informações da AgFight.