O deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão por envolvimento no plano golpista, decidiu seguir o manual não escrito da ala radical bolsonarista: fugir do país alegando perseguição política.
A família confirmou neste domingo (23), que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. A esposa, Rebeca Ramagem, publicou nas redes sociais que não confia em uma “justiça imparcial” e que todos são vítimas de lawfare.
Segundo ela, a fuga — desculpe, “saída estratégica” — seria para “proteger a família”. A mesma narrativa usada por outros aliados de Bolsonaro que também preferiram atravessar fronteiras do que enfrentar a Justiça brasileira.
Ramagem, que estava em liberdade por causa do foro privilegiado de deputado federal, teria cruzado a fronteira por um país vizinho usando um carro particular no Norte do Brasil. Movimento discreto, mas nem tanto para quem comandou a Abin durante o governo Bolsonaro.
A Polícia Federal já informou que pedirá que o nome do deputado seja incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Na prática, ele passa a ser considerado foragido em 196 países — ironicamente, justamente o status que os “perseguidos políticos” juram não ter.
Enquanto isso, nos EUA, segue crescendo a comunidade de ex-bolsonaristas “refugiados” que, curiosamente, só se sentem perseguidos quando precisam prestar contas à Justiça. Tudo sob o clássico bordão:
“Não é fuga… é patriotismo internacional.”
Da Redação do 40 Graus.