O ministro Alexandre de Moraes destacou que a vigília convocada por Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio do ex-presidente foi determinante para a prisão preventiva.
Segundo o ministro, a concentração de apoiadores poderia criar tumulto e dificultar a fiscalização da prisão domiciliar.
Moraes afirmou que havia indícios de tentativa de obstrução das medidas cautelares.
Durante a vigília, Flávio Bolsonaro adotou um tom agressivo contra o STF. Ele mencionou “luta”, acusou autoridades de “ditadura” e reforçou uma narrativa de perseguição.
Para Moraes, o discurso incita o desrespeito à Constituição e às decisões judiciais, contribuindo para o aumento da tensão e do risco à ordem pública.
A violação da tornozeleira eletrônica, registrada na madrugada de sábado, foi outro fator crucial.
O Cime relatou ao STF que o equipamento foi danificado, e Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda para mexer no dispositivo, alegando “curiosidade”.
Para Moraes, o ato se relaciona diretamente à tentativa de criar condições para fuga.
O ministro lembrou que Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, ambos condenados pelo STF, deixaram o país após as decisões judiciais.
Moraes também citou que Eduardo Bolsonaro, denunciado pela PGR, encontra-se nos Estados Unidos.
Para ele, esse padrão de evasão reforça o risco real de que Jair Bolsonaro adote a mesma estratégia.
Segundo o ministro, todas as medidas possíveis para manter a prisão domiciliar já haviam sido implementadas.
Havia monitoramento constante, escoltas e atuação integrada da PF e da Polícia Penal.
Moraes concluiu que não é mais possível sustentar esse aparato sem comprometer a eficácia da Justiça.
Fonte: Portal Metro1.