Política PGR
Senado aprova a recondução de Paulo Gonet à chefia da PGR por mais dois anos
Com 45 votos favoráveis e 26 contrários, procurador indicado por Lula seguirá à frente do Ministério Público Federal até 2027.
12/11/2025 22h23
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador permanecerá por mais dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF).

O resultado da votação foi 45 votos favoráveis e 26 contrários, o mínimo necessário era 41 votos a favor. A aprovação foi mais apertada que em 2023, quando Gonet obteve 65 votos a favor e 11 contra em sua primeira indicação.

Antes de ir ao plenário, o nome de Gonet passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde a recondução foi aprovada por 17 votos a 10. A decisão final coube ao conjunto dos senadores.

Indicado novamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto, Gonet ocupa o cargo de procurador-geral desde dezembro de 2023. Ele ingressou no MPF em 1987 e exerceu diversas funções ao longo da carreira.

Antes de assumir a chefia da PGR, atuou como vice-procurador-geral eleitoral. Nesse período, foi o responsável pelo parecer que levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declarar a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2023.

Como procurador-geral, Gonet apresentou denúncias e acompanhou julgamentos dos acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022, incluindo o próprio Bolsonaro.

Durante a sabatina na CCJ, o PGR defendeu sua atuação e afirmou que o órgão não age de forma precipitada nem com viés político. Segundo ele, a PGR mantém um trabalho técnico, institucional e equilibrado, sem buscar reconhecimento público.

“O jurídico que se desenvolve na busca do aplauso transitório e da exposição mediática não se compadece com a função que nos cabe. A legitimidade da atuação do procurador não se afere pela satisfação das maiorias ocasionais, mas pela racionalidade jurídica dos seus posicionamentos”, declarou Gonet.

Fonte: Portal Metro1.