O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (10), em sua rede social Truth Social uma acusação contundente: segundo ele, a região da Amazônia foi “destruída” para permitir a construção de uma rodovia de quatro faixas, destinada a facilitar a viagem de ambientalistas — uma obra que, na visão de Trump, comprometeria a própria proteção da floresta.
“Eles destruíram a floresta amazônica no Brasil para a construção de uma rodovia de quatro faixas para que ambientalistas pudessem viajar”, escreveu Trump.
Ele ainda publicou um vídeo de quatro minutos da Fox News, que afirma que mais de “100 mil árvores foram cortadas” na Amazônia para a construção dessa estrada.
Segundo reportagens internacionais, o país anfitrião da conferência, o Brasil, iniciou a construção de uma nova rodovia de quatro faixas próxima à cidade de Belém (PA), em preparação para a realização da COP30. A obra tem gerado acusações de contradição, visto que a conferência trata justamente da crise climática e da preservação ambiental.
Também é fato que os Estados Unidos anunciaram que não enviarão altos representantes à COP30, o que sinaliza uma mudança significativa na postura americana frente às negociações climáticas multilaterais.
A acusação de Trump acrescenta tensão ao cenário global do clima. A ausência oficial dos EUA na COP30 foi criticada por líderes internacionais e observadores como um enfraquecimento da plataforma multilateral.
No Brasil, a escolha de Belém — às margens da Amazônia — como sede da conferência trouxe à tona o paradoxo de sediar um fórum climático em uma região que enfrenta desmatamento e infraestrutura massiva de acesso, como a rodovia mencionada.
Não há verificação independente confirmando a cifra exata de “mais de 100 mil árvores” citada no vídeo divulgado por Trump.
Também permanece a indefinição sobre se a obra rodoviária mencionada foi executada essencialmente para a COP30 ou se fazia parte de um plano de infraestrutura mais amplo.
A participação dos EUA na COP30 permanece limitada, mas organizações da sociedade civil estadunidense afirmam que irão marcar presença para representar vozes internas contrárias à política oficial.
Com informações do Portal Metro1.