Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Barreiras, realizada na terça-feira, 4 de outubro, um fato político chamou a atenção do povo barreirense e revelou possíveis fissuras na base de apoio do prefeito Otoniel Teixeira.
O vereador Hipólito dos Passos de Deus, líder do governo, questionou a postura dos colegas governistas por não votarem contra “a emenda ao orçamento”, uma vez que, segundo ele, “as emendas não foram especificadas uma a uma”.
A declaração gerou reação imediata. A vereadora Dra. Graça Melo rebateu o colega em plenário e afirmou que o Poder Legislativo é independente, destacando que cada vereador deve exercer seu voto de forma autônoma e responsável.
Apesar da tentativa de alinhamento proposta por Hipólito, os vereadores aprovaram diversas matérias, entre elas a emenda ao orçamento que destinou aproximadamente R$ 2,5 milhões para as obras do Parque Santo Cristo, em Barreiras.
Curiosamente, o próprio líder do governo, Hipólito, votou contra a emenda, evidenciando divergências internas entre os parlamentares que compõem a base do Executivo.
Em administrações anteriores, como na gestão do ex-prefeito Zito Barbosa, a Câmara Municipal costumava aprovar de forma quase unânime os projetos oriundos do Executivo — inclusive autorizações de empréstimos milionários.
A atual legislatura, porém, apresenta um cenário diferente. Mesmo com uma suposta maioria favorável ao governo, as votações mostram sinais de independência e falta de unidade entre os aliados do prefeito.
A fala de Hipólito dos Passos de Deus, cobrando fidelidade da base, e a reação dos colegas levantam uma questão política inevitável: a base do prefeito Otoniel Teixeira na Câmara é apenas fictícia?
Ou será que o líder do governo já não exerce mais a mesma influência sobre os vereadores que integram o grupo governista?
Essas perguntas ficaram no ar após a sessão, que escancarou um clima de divisão e incerteza no campo político do governo municipal.
Por Navalhada, Barreiras 40 Graus.