Membros da família Bolsonaro demonstraram frustração com a realização do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que ocorreu no último domingo (26), na Malásia. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Segundo a publicação, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, acreditava que a reunião entre Lula e Trump não aconteceria.
Nos dias que antecederam o encontro, aliados de Eduardo ficaram confiantes de que a reunião seria cancelada, especialmente após a Casa Branca divulgar a agenda oficial de Trump sem mencionar o compromisso com o presidente brasileiro. A avaliação entre os bolsonaristas era de que Eduardo sairia fortalecido caso o encontro fosse realmente cancelado.
No entanto, contrariando as expectativas, a reunião ocorreu e durou cerca de 40 minutos, em caráter reservado. Após o encontro, Lula e Trump posaram para fotos juntos, com aperto de mãos e sorrisos, gesto que repercutiu internacionalmente.
Publicamente, Eduardo Bolsonaro e outros aliados tentaram minimizar a importância da reunião, alegando que o encontro “não teve resultados práticos”. Contudo, nos bastidores, a avaliação é diferente.
Fontes próximas ao clã Bolsonaro admitiram, sob reserva, que o encontro foi positivo para o governo Lula e desfavorável ao bolsonarismo, que via em Trump um aliado simbólico e estratégico no cenário internacional.
Após a divulgação das imagens e das primeiras informações sobre o conteúdo do diálogo, Eduardo Bolsonaro e seus aliados iniciaram contatos com autoridades norte-americanas para tentar descobrir o teor da conversa entre Lula e Trump e avaliar possíveis desdobramentos políticos.
Fonte: Portal BNews.