Os Estados Unidos voltaram a discutir a possibilidade de declarar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas.
A medida, que já havia sido apontada pela consultoria Eurasia Group, ganha força após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente americano, Donald Trump, chamou o julgamento de “caça às bruxas”, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sancionou o ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Global Magnitsky.
Analistas avaliam que a designação das facções pode amadurecer nos próximos meses, dentro de um pacote de endurecimento contra o narcotráfico na América Latina, em linha com ações já tomadas contra cartéis mexicanos e o Tren de Aragua, da Venezuela.
O governo brasileiro, porém, rejeitou formalmente a pressão dos EUA, alegando que a Lei Antiterrorismo (13.260/2016), não permite enquadrar organizações com fins econômicos — e não ideológicos — como terroristas.
Especialistas alertam que, caso Washington avance, bancos e empresas brasileiras podem sofrer sanções e restrições internacionais por vínculos, mesmo indiretos, com atividades criminosas, gerando impactos jurídicos e reputacionais.
Além das consequências econômicas, autoridades brasileiras temem que a classificação seja usada como justificativa para ampliar a presença militar americana na região, acirrando ainda mais a tensão diplomática entre os dois países.
Fonte: Portal Meio Norte.