WASHINGTON, 1º de agosto de 2025 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira (1º) o envio de dois submarinos nucleares para regiões próximas à Rússia. A decisão foi uma resposta direta às declarações do ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, que mencionou a existência do sistema soviético de retaliação nuclear conhecido como “Mão Morta”.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou as declarações de Medvedev como "altamente provocativas" e justificou a movimentação militar como uma medida preventiva.
“Com base nas declarações altamente provocativas do ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares nas regiões apropriadas, para o caso de essas declarações tolas e inflamatórias serem mais do que apenas isso. Palavras são muito importantes e muitas vezes podem levar a consequências indesejadas. Espero que este não seja um desses casos”, escreveu Trump.
Na véspera, Medvedev havia respondido a uma ameaça anterior de Trump, alertando o norte-americano sobre o poder de destruição do sistema soviético de retaliação automática da Rússia.
“Trump está jogando o jogo do ultimato com a Rússia: 50 dias ou 10… Ele deveria se lembrar de duas coisas: 1. A Rússia não é Israel nem mesmo o Irã; 2. Cada novo ultimato é uma ameaça e um passo em direção à guerra. Não entre a Rússia e a Ucrânia, mas com o próprio país. Não siga o caminho do ‘Sleepy Joe’!”, escreveu o político russo em suas redes sociais, em referência ao atual presidente dos EUA, Joe Biden.
A troca de farpas teve início após críticas de Trump a Medvedev, que havia classificado a proposta americana de impor tarifas a compradores de petróleo russo como “um jogo de ultimatos” perigoso, que poderia aproximar os dois países de um confronto direto.
O clima de tensão reacende os alertas em meio à já delicada relação entre Washington e Moscou, marcada por sanções, disputas energéticas e o conflito em curso entre a Rússia e a Ucrânia.
Fonte: Bahia Notícias.